Brasil concorre a novo título de Patrimônio Mundial da Unesco: veja como funciona a disputa


A Unesco abriu a 48ª sessão do Comitê do Patrimônio Mundial em Busan, na Coreia do Sul, com encontros até o dia 29 de julho. Ao todo, 30 novas candidaturas de diferentes países estão sendo avaliadas para entrar na Lista do Patrimônio Mundial, além da revisão de conservação de 147 sítios já inscritos e propostas de ampliação para outros três locais.
Como funciona a avaliação: O comitê reúne representantes de mais de 150 países para analisar dossiês técnicos que comprovam o valor histórico, cultural ou natural excepcional de cada candidatura. Entre os concorrentes desta edição estão a Ribeira Sacra, na Espanha, o Monte Olimpo, na Grécia, as praias do desembarque da Normandia e as fortalezas medievais de Carcassonne, na França, além de obras do arquiteto finlandês Alvar Aalto e antigas capitais japonesas.
A candidatura do Brasil: O país disputa o reconhecimento para dois teatros de ópera erguidos em plena Amazônia, símbolos do período áureo da borracha e da riqueza arquitetônica da região. A avaliação positiva reforça o potencial turístico e cultural do destino, além de ampliar a visibilidade internacional da preservação do patrimônio amazônico.
Por que isso importa: Atualmente, a Lista do Patrimônio Mundial reúne 1.248 sítios em 170 países. Ser reconhecido pela Unesco significa acesso a mecanismos internacionais de proteção, valorização turística e fortalecimento de políticas públicas de conservação cultural e ambiental.
O resultado das avaliações desta sessão deve ser divulgado ao longo dos próximos dias, conforme o comitê avança pauta a pauta em Busan.
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