O presidente da Bolívia, Rodrigo Paz, declarou situação de emergência nacional em 31 de outubro de 2026, por causa da seca e do risco iminente de geadas, granizo, incêndios florestais, inundações, enchentes e transbordamentos de rios associados ao El Niño 2026-2027. A medida foi oficializada pelo Decreto Supremo 5759.
Da estiagem à inundação
O governo boliviano afirma que o fenômeno poderá provocar períodos de estiagem e, depois, aumentar o risco de inundações. Enquanto 63 comunidades já enfrentam a seca, outras áreas se preparam para possíveis enchentes. Paz classificou o cenário como "complicado" e alertou para os impactos sobre "comunidades que dependem da disponibilidade de água e de pastagens para a criação de animais".

O que o decreto permite
O decreto autoriza a adoção de ações emergenciais, e o presidente pediu a mobilização de recursos financeiros e humanos, com cooperação entre governo nacional, administrações regionais, prefeituras e população. O objetivo declarado é antecipar as ações para reduzir os impactos.
Por que isso interessa ao Brasil
A Bolívia faz fronteira com Mato Grosso do Sul, Mato Grosso, Rondônia e Acre, e os efeitos do El Niño também já mobilizam o lado brasileiro: em outubro, o Governo de Mato Grosso do Sul criou um grupo de trabalho para monitorar o fenômeno, e o Painel El Niño aponta risco de fogo e falta de chuva em áreas do Centro-Norte.
Para o produtor rural, a sequência de seca e chuva intensa pressiona água, pastagens e o solo. Propriedades com passivos em Área de Preservação Permanente e Reserva Legal têm menos proteção contra erosão e menos acesso a crédito, já que o CAR regular dá direito a juros menores no Plano Safra 2026/2027.
Perguntas frequentes
Por que a Bolívia declarou emergência nacional?
Por causa da seca e do risco iminente de geadas, granizo, incêndios florestais, inundações e transbordamentos associados ao El Niño 2026-2027, segundo o Decreto Supremo 5759.
Quantas comunidades estão afetadas?
Segundo o governo boliviano, 63 comunidades já enfrentam seca, enquanto outras áreas se preparam para possíveis inundações.





