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Governo de MS cria grupo para monitorar El Niño e prevenir efeitos negativos
Clima

Governo de MS cria grupo para monitorar El Niño e prevenir efeitos negativos

O Decreto nº 16.808 cria um grupo de trabalho com 11 integrantes titulares, coordenado pela Semadesc, para acompanhar previsões, mapear áreas de risco e propor respostas a eventos climáticos extremos em Mato Grosso do Sul.

Redação Eco-One · · 6 min de leituraWhatsAppLinkedIn

Imagem de capa: Alagamento na Via Park, em Campo Grande, após chuva no dia 15 de outubro. Foto: Osmar Veiga

O Governo de Mato Grosso do Sul criou um grupo de trabalho para monitorar os efeitos do fenômeno El Niño no estado e coordenar medidas de prevenção e resposta a eventos climáticos extremos. O Decreto nº 16.808, assinado pelo governador Eduardo Riedel, foi publicado no Diário Oficial do Estado em 26 de outubro de 2026.

A medida vem depois de semanas de chuvas intensas e temporais que provocaram alagamentos, quedas de árvores, destelhamentos e prejuízos em vários municípios, incluindo Campo Grande.

11integrantes titulares no grupo
272,8 mmde chuva em Campo Grande de 1º a 15/10
+81%acima da média histórica de outubro

Quem participa e o que o grupo vai fazer

O grupo é formado por 11 integrantes titulares e seus suplentes, indicados por órgãos estaduais e pela associação que representa os municípios, sob coordenação da Secretaria de Estado de Meio Ambiente, Desenvolvimento, Ciência, Tecnologia e Inovação (Semadesc).

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Outubro de chuva acima da média

Dados do Centro de Monitoramento do Tempo e do Clima de Mato Grosso do Sul (Cemtec) mostram volumes muito acima do normal na primeira quinzena de outubro. Em Campo Grande, a chuva acumulada até o dia 15 já superava em 81% a média histórica de todo o mês.

Chuva acumulada de 1º a 15 de outubro de 2026 (mm)
Itaquiraí297,8 mm
Paraíso das Águas294,6 mm
Dourados290,4 mm
Campo Grande272,8 mm
Fonte: Cemtec/MS, via Campo Grande News

Prevenção começa no terreno de cada empresa

Os danos mais comuns dos temporais, como quedas de árvores, alagamentos e estruturas atingidas, podem ser reduzidos com medidas simples e regularizadas. Árvores comprometidas só podem ser removidas com autorização do órgão competente, com laudo técnico e ART. Resíduos mal armazenados ou descartados entopem a drenagem e agravam alagamentos. E empreendimentos licenciados precisam considerar drenagem e eventos extremos em seus controles ambientais.

  1. VistoriarÁrvores, calhas, drenagem e áreas de armazenamento
  2. AutorizarPedir a remoção de árvores de risco com laudo e ART
  3. OrganizarArmazenar e destinar resíduos conforme o PGRS
  4. PlanejarIncluir riscos climáticos na gestão ambiental

Perguntas frequentes

O que o Decreto nº 16.808 cria?

Um grupo de trabalho para monitorar os efeitos do El Niño em Mato Grosso do Sul e coordenar medidas de prevenção e resposta a eventos climáticos extremos, sob coordenação da Semadesc.

Quem faz parte do grupo?

Onze integrantes titulares, com suplentes, indicados por órgãos estaduais e pela associação que representa os municípios.

Posso remover uma árvore com risco de queda após um temporal?

Em regra, a remoção depende de autorização do órgão competente, com laudo técnico e ART. Em caso de risco iminente, acione a Defesa Civil ou o Corpo de Bombeiros.

#El Niño#Mato Grosso do Sul#eventos climáticos extremos#Semadesc#Decreto 16.808#prevenção de desastres

Fontes e referências

  1. Campo Grande News – Governo de MS cria grupo para monitorar El Niño e prevenir efeitos negativos
  2. Cemtec – Centro de Monitoramento do Tempo e do Clima de MS
  3. Lei nº 12.651/2012 – Código Florestal

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