Calor intenso, temporais com rajadas de vento e longos períodos de estiagem estão cada vez mais presentes no Triângulo Mineiro. Em entrevista ao programa Pingo do J, da Rádio JM, o climatologista Alcione Wagner alertou que Uberaba precisa se preparar para eventos extremos e que o monitoramento do clima deve fazer parte das decisões de governo.
“Hoje não tem como. O governo tem que caminhar junto com o monitoramento climático.”— Alcione Wagner, climatologista, ao JM Online
Os três riscos que a cidade precisa encarar
O que Uberaba já está fazendo
Em março de 2026, a Defesa Civil sinalizou 17 áreas de risco e ampliou o acompanhamento de pontos críticos. Em junho, foi lançada uma operação do Comitê de Efeitos Climáticos contra os impactos do tempo seco, reunindo órgãos municipais e instituições de monitoramento. Em agosto, foi noticiada a previsão de instalação de um radar meteorológico no Triângulo Mineiro, que deve melhorar o acompanhamento de frentes frias, ventos fortes e chuvas intensas.
O que o climatologista recomenda
- MonitorarAcompanhar continuamente as condições climáticas
- MapearIdentificar áreas vulneráveis a alagamentos e outras ocorrências
- PrevenirAdotar ações antes dos períodos de instabilidade
- OrientarInformar a população em temporais e na estiagem
Prevenção também é responsabilidade de empresas e proprietários
Parte dos danos dos temporais vem de árvores comprometidas que caem sobre imóveis, redes elétricas e vias. A remoção de uma árvore com risco de queda, porém, não dispensa autorização: é preciso laudo técnico e pedido ao órgão competente, em geral a prefeitura, e o corte sem autorização é infração ambiental. Resíduos descartados de forma irregular entopem bocas de lobo e agravam alagamentos, e empreendimentos em áreas de risco hídrico precisam considerar drenagem e eventos extremos no licenciamento.
Perguntas frequentes
Posso cortar uma árvore com risco de cair no meu imóvel?
Na maioria dos casos é preciso autorização prévia, mesmo para árvores isoladas e com risco de queda. O pedido é feito à prefeitura ou ao órgão ambiental competente, com laudo técnico e ART. Em situações de risco iminente, a Defesa Civil e o Corpo de Bombeiros devem ser acionados.
Quais eventos extremos afetam Uberaba?
Segundo o climatologista Alcione Wagner, calor intenso, temporais com chuvas fortes e rajadas de vento e períodos de estiagem.
O que a Defesa Civil de Uberaba tem feito?
Sinalizou 17 áreas de risco em março de 2026 e ampliou o acompanhamento de pontos críticos. O município também lançou uma operação do Comitê de Efeitos Climáticos contra os impactos do tempo seco.





