O desmatamento da Mata Atlântica apresentou queda no Brasil em 2025, consolidando a tendência de redução observada nos últimos anos. Em Minas Gerais, os dados também apontam diminuição contínua da perda de vegetação nativa, resultado atribuído ao fortalecimento das ações de fiscalização ambiental, monitoramento territorial e ampliação das políticas públicas de conservação do bioma.
Os números do levantamento
Segundo dados divulgados pela Fundação SOS Mata Atlântica em parceria com o Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (INPE), no âmbito do Atlas dos Remanescentes Florestais da Mata Atlântica, o bioma registrou o menor índice de desmatamento da série histórica.
O que explica a queda
Especialistas destacam que os resultados positivos estão relacionados à combinação entre fiscalização, pressão social, políticas ambientais e uso de tecnologias de monitoramento por satélite. Somente em 2025, o Governo de Minas realizou milhares de fiscalizações ambientais, aplicando multas e intensificando operações de controle e monitoramento no território mineiro.
“Apesar da redução, a Mata Atlântica continua sendo um dos biomas mais ameaçados do país, e a manutenção das políticas de proteção é fundamental para a biodiversidade e o enfrentamento das mudanças climáticas.”— Organizações ambientais
O que diz a lei sobre supressão no bioma
A Lei nº 11.428/2006, conhecida como Lei da Mata Atlântica, e o Decreto nº 6.660/2008 definem regras específicas conforme o estágio de regeneração da vegetação (primária, secundária em estágio inicial, médio ou avançado). O corte de vegetação primária e secundária em estágio avançado é admitido apenas em hipóteses excepcionais, como utilidade pública. Em todos os casos, a supressão depende de autorização prévia do órgão ambiental e, em regra, de compensação.





